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BH entra no ritmo do tropeiro: tradição, afeto e negócios movimentam a gastronomia da capital

  • há 18 horas
  • 4 min de leitura
BH entra no ritmo do tropeiro: tradição, afeto e negócios movimentam a gastronomia da capital

Por: João Dornas


3ª edição do Festival do Tropeiro Mineiro reúne 46 bares e restaurantes e transforma Belo Horizonte em um grande circuito gastronômico entre 20 de agosto e 6 de setembro.


Belo Horizonte já tem cheiro de tropeiro no ar. O Mercado Central, um dos maiores símbolos da cultura e da gastronomia mineira, foi palco, nesta terça-feira (18), do lançamento da 3ª edição do Festival do Tropeiro Mineiro, abrindo oficialmente uma temporada que promete movimentar bares, restaurantes e, principalmente, o apetite dos belo-horizontinos.


De 20 de agosto a 6 de setembro, 46 estabelecimentos espalhados por diferentes regiões da capital apresentam suas próprias interpretações de um dos pratos mais emblemáticos de Minas Gerais.


O conceito desta edição traduz bem a proposta: “Onde você estiver, tem um tropeiro perto de você!”

A ideia é simples, mas poderosa: transformar Belo Horizonte em um grande roteiro gastronômico, estimulando o público a circular pela cidade, descobrir novos endereços e experimentar diferentes versões de uma receita profundamente ligada à memória afetiva dos mineiros.

Do Centro à Pampulha, de Santa Tereza a Venda Nova, passando pelo Prado, Barro Preto, Planalto, Camargos e outras regiões, o tropeiro ganha sotaques, ingredientes e apresentações diferentes, sem perder aquilo que o tornou um clássico: sabor, identidade e história.


BH entra no ritmo do tropeiro: tradição, afeto e negócios movimentam a gastronomia da capital

Tradição que movimenta a cidade


Em Belo Horizonte, gastronomia não é apenas alimentação. É cultura, convivência e também economia.

Conhecida por sua forte relação com bares, restaurantes e mesas que parecem sempre convidar para mais alguns minutos de conversa, a capital mineira encontra no Festival do Tropeiro uma oportunidade de valorizar estabelecimentos, chefs e profissionais que mantêm viva essa tradição.

Ao distribuir 46 participantes por diferentes pontos da cidade, o evento descentraliza a experiência e estimula o público a criar seu próprio circuito.

É possível começar perto de casa, aproveitar o almoço próximo ao trabalho ou simplesmente reunir os amigos e partir para uma verdadeira expedição gastronômica.

Um prato, 46 endereços e dezenas de motivos para redescobrir Belo Horizonte pela mesa.



BH entra no ritmo do tropeiro: tradição, afeto e negócios movimentam a gastronomia da capital

Zavu conecta tecnologia aos sabores do festival


Entre os destaques do lançamento está a participação do aplicativo Zavu, que acrescenta tecnologia à experiência gastronômica e aproxima consumidores dos estabelecimentos participantes.

A plataforma funciona como uma conexão direta entre público e comércio, facilitando o acesso a informações sobre bares e restaurantes e permitindo que o consumidor descubra estabelecimentos, pratos e profissionais envolvidos no festival.

Dentro de uma programação espalhada por diversas regiões da cidade, essa facilidade ganha relevância: a tecnologia ajuda o consumidor a encontrar o tropeiro mais próximo e, ao mesmo tempo, conhecer quem está por trás de cada criação.

É o encontro de dois universos que caminham cada vez mais juntos: a tradição da cozinha mineira e a tecnologia capaz de ampliar sua visibilidade e gerar novas experiências.

Para os estabelecimentos, significa aproximação com novos consumidores. Para o público, mais facilidade para transformar a vontade de comer um bom tropeiro em uma experiência à mesa.


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Um prato que carrega Minas em sua história


O protagonista do festival nasceu muito antes de Belo Horizonte.

A história do feijão tropeiro está diretamente ligada aos homens que percorriam longas distâncias pelos caminhos de Minas Gerais transportando mercadorias. Durante essas jornadas, alimentos resistentes, práticos e capazes de garantir energia eram fundamentais.

Da combinação de ingredientes como feijão, farinha, carnes e temperos surgiu uma preparação que atravessou gerações, incorporou influências e conquistou definitivamente seu espaço na mesa mineira.

O que nasceu da necessidade virou tradição.

E a tradição virou memória afetiva.

Talvez esteja justamente aí a força do tropeiro: cada receita pode ser diferente, mas quase sempre existe uma lembrança ligada ao seu sabor.


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Uma receita, muitas interpretações


A curadoria do Festival do Tropeiro Mineiro é de Rosi Campolina, administradora do Portal Chef a Chef. As receitas participantes serão avaliadas por um júri formado por representantes da gastronomia, cultura, turismo e comunicação.

Integram o júri o ator Carlos Nunes; Tessia Gonçalves, da Rádio Inconfidência; o chef Penninha (Ricardo Penna); a chef e consultora gastronômica Euzi Nascimento; Sérgio Moreira, presidente da Febtur/MG; o chef Márcio Almeida; Guilherme Araújo, representante do Feijão Galante; e a jornalista Simone Santos, da Febtur/MG.

Mais do que apontar destaques, a proposta evidencia justamente a riqueza do festival: mostrar como uma receita tradicional pode ganhar diferentes leituras sem perder suas raízes.

Cada estabelecimento coloca um pouco de sua identidade no prato. É nessa diversidade que o tropeiro mostra sua capacidade de permanecer atual sem abandonar sua história.


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O sabor que aproxima


O Festival do Tropeiro Mineiro vai além de uma competição gastronômica. Ele celebra um jeito de viver Minas Gerais.

É o jeito de receber, cozinhar, conversar e prolongar encontros ao redor da mesa. É transformar ingredientes relativamente simples em pratos carregados de significado.

O lançamento no Mercado Central foi apenas a primeira degustação de uma temporada que promete tomar conta de Belo Horizonte.

A partir de 20 de agosto, o convite está feito: escolher um endereço, chamar os amigos e descobrir uma nova versão desse clássico.

Porque, em Minas, comida também conta histórias.

E poucas contam tão bem a nossa quanto um bom feijão tropeiro.


Confira os participantes

Centro-Sul e Centro: Alibabar; Bar da Lora Savassi; Bar e Museu Clube da Esquina; Barbazul “O Barba”; Beirute; Bar Algo Mais; Bar do Cláudio – O Rei do Omelete; Chamego’s Bar; Guajajaras Bar 450; Leo Grill Restaurante; Marina’s Bar; Nossa Casa; Restaurante Bom Gosto; Restaurante Casa Moriah; Restaurante Espinafre; Sopa Ponto dos Amigos; Vacatolada.

Santa Tereza e região: Bar e Museu Clube da Esquina; Esquinão; Parada do Cardoso; Tia Maluka.

Pampulha, Venda Nova e região: Bolão Mineirão; Cantina Dom Phellipo; Cantina Mineira; Do Padrin Restaurante; Exganadão Lanches; Fazenda Mineira; Fia’s Restaurante; Ivos Bar; Stella’s Bar; Tropeiro do Lisboa; Zé Campeiro.

Prado, Barro Preto e região: Canela Amarela; Paulão Beer; Restaurante Direitinho; Restaurante Paladiu; Restaurante Tropeiro de Minas.

Outras regiões de BH: Arco-Iris; Bar do Sidney; Bar e Restaurante do Dadá; Com Amor Nani; Dona G Restaurante; O Favoritto; Pastelaria Mais Sabor; Restaurante Cantinho do Mineiro; Restaurante Lu Ribeiro Haras Paraíso.


Serviço

3ª edição do Festival do Tropeiro MineiroPeríodo: 20 de agosto a 6 de setembro de 2026

Onde: bares e restaurantes participantes em Belo Horizonte

Lançamento: 18 de agosto de 2026, no Mercado Central de Belo Horizonte

 

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