Connecta Minas: feira com gostinho mineiro
Entre negócios, sabores e encontros, a feira mostrou que Minas Gerais continua encontrando na comida uma das formas mais bonitas de contar a própria história.

Pão de queijo quentinho, linguiça, torresmo e cachaça dividiram espaço com inovação, empreendedorismo e tendências do food service no Connecta Minas 2026, realizado no Minascentro, em Belo Horizonte.

Há lugares em que a gente chega para conhecer novidades e acaba encontrando um pouco da própria história. Foi essa a sensação ao visitar o Connecta Minas 2026, feira dedicada ao food service que movimentou o BeFly Minascentro, em Belo Horizonte.
Realizado entre os dias 9 e 11 de setembro, o evento reuniu empresários, profissionais, fornecedores, marcas e representantes de diferentes segmentos ligados à alimentação e à gastronomia. A proposta era conectar negócios, inovação e oportunidades — mas, para quem circulou pelos espaços da feira, havia uma conexão ainda mais saborosa acontecendo: aquela com a identidade mineira.
E Minas, como todo bom mineiro sabe, começa muitas vezes pela mesa.
Entre uma conversa e outra, era impossível não se deixar levar pelo aroma e pelos sabores que remetem diretamente às cozinhas do interior.


Pão de queijo, linguiça, torresmo e cachaça apareciam como verdadeiros cartões de visita de uma gastronomia que conquistou o Brasil sem abrir mão de suas raízes.
Quando a mineiridade também se serve à mesa
O pão de queijo, protagonista absoluto da mineiridade gastronômica, dispensa apresentações. Pequeno no tamanho, gigante no significado, ele traduz uma Minas acolhedora, simples e afetiva. É aquele sabor que parece dizer “chegue mais”, antes mesmo de qualquer palavra.
Ao lado dele, a linguiça reforça a tradição das cozinhas mineiras, enquanto o torresmo chega com sua personalidade inconfundível. Crocante, dourado e cheio de sabor, é daqueles ingredientes que transformam qualquer encontro em uma boa lembrança.
E, para completar a experiência, a cachaça. Patrimônio afetivo e cultural de Minas, ela aparece não apenas como bebida, mas como parte de uma história que atravessa gerações, pequenas propriedades, alambiques e cidades do interior.
Tradição que também faz negócios
O interessante do Connecta Minas foi justamente perceber que tradição e inovação não precisam disputar espaço.
Pelo contrário.
A feira mostrou que a gastronomia mineira pode preservar seus sabores e, ao mesmo tempo, dialogar com novas tecnologias, modelos de negócios, equipamentos, distribuição, gestão e tendências de consumo. O evento foi apresentado como um grande ponto de encontro da cadeia do food service, aproximando bares, restaurantes, hotéis, padarias, lanchonetes, fornecedores e fabricantes.
O Minascentro, com sua arquitetura histórica no coração de Belo Horizonte, ajudou a completar esse cenário. Afinal, não poderia haver endereço mais simbólico para uma feira que procura aproximar o futuro da tradição.
De um lado, equipamentos, soluções e novas ideias para o mercado. Do outro, sabores que carregam séculos de história.



Minas à mesa
Mais do que uma feira de negócios, o Connecta Minas deixou uma impressão que vai além dos números e das oportunidades comerciais: a de que a comida continua sendo uma das grandes formas de identidade de um povo.
Em Minas, isso parece ainda mais evidente.
O mineiro recebe com café, oferece pão de queijo, puxa uma cadeira para a conversa e, quando percebe, já colocou na mesa um torresmo, uma linguiça e uma boa cachaça.
Talvez seja justamente aí que esteja a força da nossa gastronomia.
Ela não é apenas comida.
É encontro. É memória. É afeto. É negócio. É cultura.
E, no Connecta Minas, entre aromas, sabores e novas possibilidades para o food service, ficou a certeza de que a mineiridade continua tendo lugar garantido à mesa — seja na cozinha de casa, no pequeno bar do bairro ou nos grandes negócios que movimentam a gastronomia de Minas Gerais.










Comentários