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Connecta Minas: feira com gostinho mineiro

há 1 dia
3 min de leitura

 Entre negócios, sabores e encontros, a feira mostrou que Minas Gerais continua encontrando na comida uma das formas mais bonitas de contar a própria história.

 Pão de queijo quentinho, linguiça, torresmo e cachaça dividiram espaço com inovação, empreendedorismo e tendências do food service no Connecta Minas 2026, realizado no Minascentro, em Belo Horizonte.



por João Paulo Dornas
por João Paulo Dornas

Há lugares em que a gente chega para conhecer novidades e acaba encontrando um pouco da própria história. Foi essa a sensação ao visitar o Connecta Minas 2026, feira dedicada ao food service que movimentou o BeFly Minascentro, em Belo Horizonte.

Realizado entre os dias 9 e 11 de setembro, o evento reuniu empresários, profissionais, fornecedores, marcas e representantes de diferentes segmentos ligados à alimentação e à gastronomia. A proposta era conectar negócios, inovação e oportunidades — mas, para quem circulou pelos espaços da feira, havia uma conexão ainda mais saborosa acontecendo: aquela com a identidade mineira.

E Minas, como todo bom mineiro sabe, começa muitas vezes pela mesa.

Entre uma conversa e outra, era impossível não se deixar levar pelo aroma e pelos sabores que remetem diretamente às cozinhas do interior.

Pão de queijo, linguiça, torresmo e cachaça apareciam como verdadeiros cartões de visita de uma gastronomia que conquistou o Brasil sem abrir mão de suas raízes.


Quando a mineiridade também se serve à mesa


O pão de queijo, protagonista absoluto da mineiridade gastronômica, dispensa apresentações. Pequeno no tamanho, gigante no significado, ele traduz uma Minas acolhedora, simples e afetiva. É aquele sabor que parece dizer “chegue mais”, antes mesmo de qualquer palavra.

Ao lado dele, a linguiça reforça a tradição das cozinhas mineiras, enquanto o torresmo chega com sua personalidade inconfundível. Crocante, dourado e cheio de sabor, é daqueles ingredientes que transformam qualquer encontro em uma boa lembrança.

E, para completar a experiência, a cachaça. Patrimônio afetivo e cultural de Minas, ela aparece não apenas como bebida, mas como parte de uma história que atravessa gerações, pequenas propriedades, alambiques e cidades do interior.

Tradição que também faz negócios

O interessante do Connecta Minas foi justamente perceber que tradição e inovação não precisam disputar espaço.

Pelo contrário.

A feira mostrou que a gastronomia mineira pode preservar seus sabores e, ao mesmo tempo, dialogar com novas tecnologias, modelos de negócios, equipamentos, distribuição, gestão e tendências de consumo. O evento foi apresentado como um grande ponto de encontro da cadeia do food service, aproximando bares, restaurantes, hotéis, padarias, lanchonetes, fornecedores e fabricantes.

O Minascentro, com sua arquitetura histórica no coração de Belo Horizonte, ajudou a completar esse cenário. Afinal, não poderia haver endereço mais simbólico para uma feira que procura aproximar o futuro da tradição.

De um lado, equipamentos, soluções e novas ideias para o mercado. Do outro, sabores que carregam séculos de história.

Minas à mesa

Mais do que uma feira de negócios, o Connecta Minas deixou uma impressão que vai além dos números e das oportunidades comerciais: a de que a comida continua sendo uma das grandes formas de identidade de um povo.

Em Minas, isso parece ainda mais evidente.

O mineiro recebe com café, oferece pão de queijo, puxa uma cadeira para a conversa e, quando percebe, já colocou na mesa um torresmo, uma linguiça e uma boa cachaça.

Talvez seja justamente aí que esteja a força da nossa gastronomia.

Ela não é apenas comida.

É encontro. É memória. É afeto. É negócio. É cultura.

E, no Connecta Minas, entre aromas, sabores e novas possibilidades para o food service, ficou a certeza de que a mineiridade continua tendo lugar garantido à mesa — seja na cozinha de casa, no pequeno bar do bairro ou nos grandes negócios que movimentam a gastronomia de Minas Gerais.


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