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ESTIMATIVA: Carnaval de BH promete impulsionar o turismo e outros setores

  • Foto do escritor: Fluxo BH
    Fluxo BH
  • há 2 dias
  • 3 min de leitura

PBH

O Carnaval de Belo Horizonte deverá trazer impactos positivos para o turismo. De 12 a 23 de fevereiro, o BH Airport estima a circulação de mais de 400 mil passageiros no Aeroporto Internacional de Confins, com destaque para o dia 23, quando mais de 38 mil pessoas devem passar pelo terminal.A expectativa é de que o mês de fevereiro registre aproximadamente 1 milhão de passageiros em Confins, impulsionado pela alta demanda gerada pela folia. Dados de mercado indicam que Belo Horizonte está entre os três destinos mais procurados nas rotas da empresa aérea Azul para o período carnavalesco, confirmando a capital como um dos principais polos turísticos do país nesta época do ano.


No transporte rodoviário, a movimentação também é expressiva. Levantamento da Buser aponta a estimativa de mais de 56 mil passageiros entrando e saindo de Belo Horizonte durante o período oficial do Carnaval. Dados da ClickBus reforçam esse cenário. As buscas por passagens com destino à capital cresceram 38% em relação ao mesmo período de 2025, indicando que BH se consolida cada vez mais como um dos destinos preferenciais dos foliões.A procura por hospedagem acompanha o crescimento do evento. Segundo dados do Airbnb, as buscas por acomodações em Belo Horizonte para o período do Carnaval aumentaram cerca de 50% em comparação com o ano passado. Cerca de 65% das reservas são feitas para grupos de três ou mais pessoas, evidenciando o caráter coletivo da experiência carnavalesca na cidade. Já a Booking.com aponta a capital mineira como o quarto destino mais buscado do Brasil por viajantes brasileiros que planejam viagens em grupo durante o Carnaval.


No começo do mês de janeiro, a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH/MG) apontou que a ocupação média geral já girava em torno de 50%, considerando todos os estabelecimentos da cidade. Na Região Centro-Sul, incluindo a Savassi, que concentra grande parte da demanda dos foliões, as taxas atuais variam entre 60% e 70%. A expectativa é de que os estabelecimentos alcancem números semelhantes ou ligeiramente superiores aos de 2025, quando a média de ocupação na cidade chegou a 75%, ultrapassando 85% na região da Savassi.O setor de bares e restaurantes de Belo Horizonte também é impactado de forma positiva pelo Carnaval. Reconhecida pela Unesco como Cidade Criativa da Gastronomia, a capital mineira transforma sua cozinha em mais um atrativo para quem escolhe curtir a folia na cidade, impulsionando o fluxo de turistas e o consumo nos estabelecimentos locais.


Bares e restaurantes


Pesquisa da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) aponta que 72% dos empresários do setor projetam faturar mais neste Carnaval na comparação com o mesmo período do ano passado. Entre os entrevistados que estimam crescimento, 25% esperam aumento de até 5% no faturamento, enquanto 23% apostam em alta entre 6% e 10%.Para Karla Rocha, presidente da Abrasel em Minas Gerais, o Carnaval de Belo Horizonte se consolida como um dos principais motores de movimentação econômica para o setor gastronômico, reforçando a vocação da cidade para receber bem turistas e valorizar a economia criativa local ou confirmando o potencial do evento como indutor de desenvolvimento e geração de renda.“O turista costuma permanecer mais tempo nas cidades, consumir com maior frequência e circular por diferentes tipos de estabelecimentos em busca de experiências ligadas à nossa cultura. Isso faz com que o efeito do Carnaval se espalhe por mais dias e alcance um número maior de negócios”, afirma Karla.


Levantamentos baseados em dados de buscas na plataforma Google, divulgados pelo instituto especializado Conversion News, apontam Belo Horizonte entre os destinos mais pesquisados pelos brasileiros para o Carnaval de 2026, ao lado de cidades como Salvador, Recife e Rio de Janeiro. Nos últimos anos, a capital mineira figura entre aquelas que mais cresceram em interesse, refletindo a consolidação do Carnaval de rua como política pública estruturante.


“O Carnaval de Belo Horizonte é resultado de uma construção coletiva. A Prefeitura atua de forma integrada para criar as condições necessárias, mas quem dá vida à festa são os blocos de rua, os artistas, os trabalhadores da cultura e todos os envolvidos nessa cadeia produtiva, que movimenta e impulsiona diversos setores da economia, como hotelaria, moda, gastronomia e o turismo em suas diferentes frentes no mercado. Esse esforço conjunto permite que o evento gere cerca de 20 mil empregos diretos e indiretos e movimente mais de R$1 bilhão na economia da cidade”, destaca Eduardo Cruvinel, presidente da Belotur.A expectativa é que BHY receba cerca de 6,2 milhões de pessoas ao longo de todo o período carnavalesco. A programação conta com mais de 600 desfiles de blocos de rua, além dos tradicionais desfiles das escolas de samba e dos blocos caricatos, distribuídos por todas as regiões da cidade. O modelo descentralizado, fortalecido nos últimos anos pela gestão municipal, amplia o acesso à festa e valoriza a cultura local.


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