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HISTÓRIA: A FACULDADE KENNEDY, VENDA NOVA E RIO BRANCO

  • há 1 dia
  • 3 min de leitura

Atualizado: há 4 minutos

POR THERIS RAWLISON



Era 1964, quando alguns professores e engenheiros como João Evangelista de Paula, Mario Werneck e Lúcio Flávio Orsini, resolveram trazer uma visão moderna de ensino. Em de março deste ano, a Escola de Engenharia Kennedy surgiu inspirada no modelo de ensino das escolas norte-americanas. O nome é uma homenagem ao presidente dos Estados Unidos, John F. Kennedy, assassinado em novembro do ano anterior. O fato causou comoção mundial e influenciou na escolha do nome.

A engenharia civil vivia um boom de

crescimento desde os anos 1940 no Brasil, na Era Getúlio Vargas, passando por Juscelino Kubitschek, que era um construtor nato, e nos anos 1960 o setor continuava em pleno desenvolvimento. Era um clima de profissionais afinados com o desenvolvimento logístico, urbano e industrial do país.

A instituição foi fundada por um grupo de engenheiros e professores que, mesmo diante de dificuldades iniciais, queriam uma escola voltada para a excelência técnica, contribuindo significativamente para a formação de profissionais atuantes no desenvolvimento urbano e industrial do país.

Essa visão proporcionou a formação de mais de 17 mil alunos, muitos deles responsáveis por obras de grande impacto no Brasil e no exterior. Logo o primeiro aluno diplomado, o engenheiro Mauro Pereira Lopes, foi reconhecido nacionalmente por projetos de grandes estruturas industriais.

Mesmo assim, a trajetória foi de muita perseverança. Foi um começo com desafios. Eram poucos alunos, e os professores abdicavam do salário em dia para em prol da vocação e da comunidade. Com esse ímpeto docente a escola cresceu muito e chegou a ter mais de 3 mil alunos. Assim, o número de professores cresceu junto com o de calouros.

Mais de 6 décadas depois a Faculdade Kennedy segue fundamentada em princípios pedagógicos orientados pelas recomendações da UNESCO: aprender a conhecer, a fazer, a viver juntos e a ser. Seu propósito permanece o mesmo desde 1964: formar profissionais competentes, éticos e comprometidos com o desenvolvimento da sociedade.

Essa é uma história resumida da Kennedy. Muitas alianças e batalhas foram conquistadas. Nossa publicação busca trazer essas histórias para vocês nas próximas edições.

A REGIÃO

A escolha de Venda Nova para o empreendimento não foi por acaso. A região é mais antiga que a própria capital e, já naquela época, sabia-se que iria crescer muito. Por isso, a ideia de ter uma faculdade ali era estratégica: atender a população que aumentava e fortalecer o desenvolvimento do bairro.

O bairro Rio Branco surgiu quase ao mesmo tempo que a Kennedy, em meados da década de 1970, pensado principalmente para famílias de baixa renda. Diversos conjuntos habitacionais foram construídos para quem tinha menos condições financeiras, o que fez o bairro crescer rápido.

Seu nome oficial é Visconde do Rio Branco. No início, muitas casas eram alugadas pela Prefeitura para servidores municipais. Em 1972, após a regularização, essas moradias passaram a ser vendidas aos próprios moradores. Já em 1977, a COHAB construiu mais um conjunto habitacional, com 221 casas, voltadas principalmente para famílias de baixa renda.

A partir da década de 1980, o bairro recebeu cerca de 18 mil novos habitantes, o que motivou novas construções e aumentou bastante a ocupação do território. Como os terrenos estavam regularizados, o setor da construção civil se desenvolveu ainda mais. Segundo o Censo de 2010, o Rio Branco conta com 12.768 moradores e 97 ruas, distribuídos em uma área de aproximadamente 6,5 km de extensão.

Um dos seus pontos de referência é o Parque Alexander Brandt, aberto ao público em 1993, e que se tornou um importante espaço de lazer para a comunidade.

Theris Rawlison é radialista e diretor geral da Rádio Alternativa de Venda Nova, jornalista, escritor e engenheiro.





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